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Emergência já é reconhecida pelo Governo Federal em 95 municípios do Ceará

Governo federal irá analisar a situação dos municípios que tem difícil acesso a água ou de má qualidade e pode chegar a um número de 136 municípios em situação de emergência.

08 de junho de 2015 às 00:00

Banner seca.

Nesta segunda-feira, dia 8, os decretos de emergência de outros 41 municípios cearenses serão submetidos à análise do Governo Federal e se reconhecidos – água de difícil acesso ou de má qualidade, prejudicando a saúde das populações é uma das justificativas – elevam para 136 o total de atingidos pela estiagem. As comunidades castigadas pela seca passam então a receber recursos federais, repassados pela União aos Estados. A maior escassez de água no momento atinge áreas do Sertão Central, Sertão de Crateús e Bacia do Curu.

Os municípios necessitam elaborar seus planos de trabalho para acessar os recursos federais destinados, principalmente, ao abastecimento de carros-pipas, perfuração de poços e construção de adutoras. Todos os requisitos preenchidos as verbas são recebidas no prazo de 30 dias. Também podem reivindicar apoio financeiro para inciativas voltadas para a convivência com a seca, como a construção de cisternas de placa, barragens subterrâneas e quintais produtivos. Quando a primeira instância, o Estado, reconhece a gravidade da situação e decreta a emergência o processo de reconhecimento pelo Governo Federal transcorre com maior rapidez.

Companhia de Recursos Hídricos deseja perfurar 1.500 poços.

A expectativa da Companhia de Recursos Hídricos do Ceará é no decorrer de 2015 perfurar 1.500 poços assim distribuídos: 700 nas sedes e 800 em áreas rurais. A realização de estudos geofísicos e avançada tecnologia possibilita a captação e transmissão de imagens por satélite, facilitando a localização de fraturas nas rochas cristalinas e a busca de água abaixo dessas formações em aquíferos de maior produtividade.

De acordo com João Lúcio, cerca de 1.500 poços deverão ser perfurados no Ceará ainda em 2015, sendo 700 em áreas urbanas e 800 em rurais.”Estamos fazendo estudos geofísicos, são pelo menos 300 em cerca de 20 municípios em pior situação. Temos uma tecnologia hoje avançada e que vem ajudando a enfrentar as dificuldades”, detalhou.

Nas regiões mais afetadas, João Lúcio explicou que são áreas cristalinas, de rochas, e que os estudos devem encontrar, nessas rochas, fraturas onde haja armazenamento de água. “Em Mombaça (no Sertão de Senador Pompeu), não tinha reserva e agora estamos atendendo por água subterrânea, com 12 poços”, exemplificou