Brasão da Prefeitura Municipal de Jaguaribe
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Contando a História

No princípio, era Riacho do Sangue. Depois se chamou Frade, denominação atribuída pela Resolução de 6 de maio de 1833 do Conselho da Província . Tempos mais tarde o pequeno povoado mudou de lugar e graças a Lei nº 518, de 1º de agosto de 1850, foi se juntar a Cachoeira, hoje Solonópole . Jaguaribe- mirim, posteriormente Catingueira e Santa Rosa (ou Santa-Maria), nome de riacho, braço do rio Jaguaribe, foi nome conferido pela Lei nº 1221, de 8 de novembro de 1864. Terras devolutas concedidas em sesmaria ao capitão João da Fonseca Ferreira, que já era senhor e possuidor do sítio Santa Rosa desde 1697 e foi um dos primeiros povoadores da Ribeira do Jaguaribe, ali vivendo com muitos homens e construindo casa-forte. Fonseca Ferreira doou dita terra em princípios do século XVIII ao seu genro, coronel Manuel Cabral de Vasconcelos que a vendeu ao padre Domingos Dias da Silveira, cura da vila do Icó. Outro sacerdote, o padre João Martins de Melo arremata a terra em leilão e em escritura de 25 de maio de 1786 faz doação a Francisco Eduardo Pais de Melo para constituir o seu patrimônio de ordenação. Morto o padre Eduardo Pais, o sítio foi retalhado entre 14 de seus credores por despacho do Ouvidor Antônio Manuel Galvão, de 9 de fevereiro de 1813, tocando a alguns deles apenas 5 braças.

A etimologia do vocábulo

O nome atual - Jaguaribe – é o do rio que banha a cidade e sua etimologia não é pacifica. José de Alencar diz significar “abundancia de onça”; de jaguar, onça , e iba, abundancia. De acordo com Martius é “rio da onça”, e também para C. Mendes, Silva Guimarães e Senador Pompeu: de jaguar, onça, eig,água, rio. Paulino Nogueira prefere “terra de onça”, de jaguara, onça, e igibgou ibi, terra. O Barão de Studart aceita “no rio da onça”, de jaguar, onça; i, água, bi ou pe, no. Pompeu Sobrinho esclarece que o topônimo é tão velho quanto Mucuripe, a enseada que abriga o porto de Fortaleza. Data de 1574 e aparece sob a forma de “Rio Suaguarive. Mais tarde, em 1587, é repetida pelo celebre cronista Gabriel Soares, no seu curioso “Roteiro” sob a forma de “Rio Joaguarive”. Por fim Raimundo Girão e Antônio Martins Filho, autores de “O Ceará”, 2 ed., Editora Fortaleza, 1945, preferem o significado atribuído pelo Barão de Studart.

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